domingo, 10 de fevereiro de 2019

BackStreetBoys para meus 36 anos.

Em Agosto quando eu cheguei do Brasil cheguei determinada que eu iria celebrar meu aniversário de fevereiro em Vegas no show do BackStreet Boys. Eles estão fazendo residencia em Vegas e vai acabar em Abril. Então essa era minha chance.
Convidei as amigas professoras e logo que combinamos saiu a notícia que eles iam cantar aqui em SLC, mas aí não seria meu níver ne? Então seguimos o plano. 
É engraçado porque marcamos a muitos muitos meses e finalmente tinha chego o dia. Iuhuuu

Saímos de Utah, num frio lascado. Fomos eu, Jessica, Raquel, Ana e Fernanda. 


 Quando estávamos a menos de 2 horas de chegar em Vegas pegamos um acidente na estrada, porque ne? Somos mulheres de "parar o trânsito"! kkk Ai o jeito foi fazer amizade com o caminhoneiro parado atrás da gente pra ter notícias do acidente e fazer amizade com o casal da frente pra...bom...pra pedir pra tirarem fotos pra gente kkkk



 O bom é que estávamos bem no meio do Canyon então curtimos um visu muito lindo.


Chegamos em Vegas mais tarde que o esperado, bem no fim da tarde. Conhecemos nossa casa Airbnb, minha primeira experiência com Airbnb. ADOREI. Nós arrumamos rapidinho pra já ir pra Strip (rua principal dos cassinos) em Vegas.


 As meninas me surpreenderam com essa coroa e faixa escrita "Birthday Girl"

A Fer arrasou na minha make. 
 E partiu rolê em Vegas
 Deixamos o carro no Venetian para ir andando até o Planet Hollywood. Fomos curtindo Vegas.
 Chegamos no Zappos Theater e descobrimos que nossos assentos era bem perto do palco. Fiquei tão tão animada. Não seria só um pontinho de BackStreet Boys que eu ia ver de longe kkkk
 E aí começou e eu não sei nem explicar. QUE SHOW MASSA! O show é muito incrível, gritamos muito, cantamos todas as músicas, dançamos muitooo. Sim eles estão mais velhos, nós estamos mais velhos, mas eles dançaram e cantaram e deram um show.
Eu fiquei emocionada vários momentos do show pensando naquela adolescente louca pelo Kevin. Foi o primeiro CD que eu tive. Foi o soundtrack de todos os meus crushs e todos os meus momentos de coração partido e embalou vários bailinhos da Igreja. E derrepende eu estava lá na frente deles, cantando com eles, vendo eles bem pertinho de mim (mais pertinho do que aparenta a foto). Até que...

 ... eu levei uma máquina profissional que eu não tinha certeza que era permitida então escondi no bolso da minha jaqueta qaundo passei pela revista. Volta e meia eu tirava uma foto (como essa acima) e aí em um dos intervalos a segurança chegou com uma lanterna na minha cara e gritou:
- YOU, HERE!
Eu fiquei meio confusa, mas ela insistiu e eu só pensei: "eita, a máquina, ferrou"/
Ela insistiu :
- HEY, YOU, YOU, COME HERE.
Eu fui no mair cagaço, ela mandou eu descer até a fileira da frente com outras mulheres. Minha nossa que nervoso. Eu não estava entendendo NADA, NADA. Aí olhei pra menina do meu lado e falei "O que tá acontecendo?" e ela disse, eles vão vir aqui. Quando olhei embaixo de mim tinha um palco, pisquei e o Kevin apareceu NA MINHA FRENTE! NA MINHA FRENTE, O KEVIN.
Fiquei tão sem reação que não soube o que fazer, nao consegui ligar celular, camera nada, passou uma adolescencia inteira na minha mente e coração e o Kevin canta "but love is all I have to give" OLHANDO-NOS-MEUS-OLHOS!
GENTE
DO
CÉU!


Que loucura. Que loucura! Que loucura! QUE QUE EU FAÇO. Resolvi só curtir o momento e que se dane o celular.

Quando voltei pro meu assento precisei de alguns minutos para me recompor kkkkk. Foi demais!

O resto do show foi só alegria. Delícia de show. Inexplicável. Inexplicável!

Quando acabou precisei sentar, respirar e digerir. Tentar gravar na minha mente cada pedacinho.
O mais gostoso foi essa percepção, quase um alívio de enxergar que eu não sou mais aquela adolescente (ufa) e que o único homem pelo qual eu sou louca é o meu marido! Saí do show com uma saudade louca do Capis e amando ele ainda mais por me incentivar a ter esse momento!

Saímos de lá e caminhamos de volta ao carro, se perdendo bonito no caminho kkkk. Mas foi divertido. Uma menina me parou no Belagio e falou: O Kevin cantou pra ela, eu vi. Ele cantou pra ela.
Aí sim, aí sim fiquei SE ACHANI. Quem é você na fila do pão? O Kevin cantou pra mim, tá pensando o que menina?



 Dormimos, a Fer foi pro aeroporto porque estava indo visitar o Brasil e nós decidimos dar um último rolê em Vegas e comer no Mo Ami Gabi, um restaurando francês bem na Strip na frente do Bellagio.

 Tentamos pagar de blogueirinha dentro de um dos cassinos, não deu lá muito certo kkkk.


Pedi um Steak Au Poivre, que delícia, minha nossa, coisa mais boa.  Esse almoço também foi épico. Sentada de frente pro show das águas do Bellagio,  sentamos com o solzinho nos aquecendo. Aquele solzinho delícia que sentimos falta no inverno de Utah.


 Porque eu estava usando minha faixinha rosa de birthday girls o garçom me trouxe uma sobremesa gostosa com uma velinha. Achei tão fofo.

E aí voltamos para casa, morrendo de saudades do nosso cantinho, super feliz por tudo que vivemos, conversando por todas as 5 horas de trajeto naquela terapia em grupo no melhor estilo Girls Road Trip.

Épico. Inesquecível.

Voltei ainda mais grata por estar aqui, por fazer as experiências acontecerem. Nunca foi sorte. Foi preparação e muita benção.

Eu só consigo agradecer e agradecer por todas as oportunidades que tenho vivido.

E que venha os 20 + 16 aninhos!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

# 10yearschallenge

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Priscila Rebicki Prestes e Capis Prestes, pessoas sorrindo, close-up


10 anos atrás.

Há 10 anos estavamos com um ano de casados, esperando nosso primeiro filho.
Eu estava pra entrar no concurso público de Irati.
Tinhamos começado um grupo da Igreja em Casa.
Eu era ativa nesse blog que eu criei primeiramente para tentar emagrecer.
Eu não conhecia ainda o homem com quem eu tinha me casado. Nem entendia a dimensão que meu amor por ele iria tomar.
Eu não conhecia depressão, pânico e crises de ansiedade. Ou diabetes, pressão alta e apnéia.
Eu conhecia, mas o autismo não era parte da minha vida.
Eu não sabia o que era ser mãe.
Eu não tinha dinheiro para visitar meus pais com a frequencia que eu queria, mesmo a passagem sendo 30 reais.
Eu não tinha muitos planos e sonhos não. Vivia o agora. Acho que até hoje sou um pouco assim.
Eu nem sonhava em sair de Irati.
Ou ter um carro.

10 anos se passaram num piscar de olhos Foi intenso, sofrido e assombroso. Foi incrível, cheio de aprendizado e maravilhoso. Vieram terríveis provações e bençãos maiores do que eu poderia imaginar pra mim.

Não sei se gosto mais dessa aqui do que daquela de lá, tem muita coisa que aquela  de lá  superou, aprendeu e melhorou e isso é maravilhoso.

Eu vivi experiências únicas em 10 anos. Sempre quis viver coisas extraordinárias e eu as vivi sem perceber.

Eu vivi o início da Igreja em um lugar. Entendi o que é ser pioneira. Eu vivi uma segunda missão. Alimentei 2 duplas de missionários duas vezes por semana por meses e meses.
Dei aula, regi hino, fiz oração e discurso em um mesmo domingo. Vi pessoas transformando suas vidas numa igreja que não tem NADA. NADA além do Espírito. Estrutura zero.

Aprendi muito sobre educação convivi com pessoas muito boas e pessoas muito muito ruins. Sofri as consequencias de conviver com as ruins. Desenvolvi pânico por uma cidade que eu amei morar e onde meus filhos nasceram.

Conheci a alegria da maternidade. Tive dois partos normais, sem anestesia, de crianças de mais de 4 quilos (4.200 Eric, 4.500 Bianca). Conheci a depressão por causa da morte de uma maternidade idealizada. Conheci o sentimento que é a falta de esperança. Vivenciei a vontade de estar morta. A falta de vontade de viver. E nesse abismo conheci meu SALVADOR. Me aproximei do Salvador de uma maneira nunca antes experimentada e entendi que Ele sofreu não só meus pecados, mas também minhas dores e enfermidades, e por ter Ele sofrido isso, só Nele encontrei consolo e forças. E inspiração para procurar a ajuda médica necessária.

Fui extremamente abençoada com uma APAE bem preparada para receber meu filho, e extremamente humilhada por uma Secretaria de Educação, pela qual trabalhava, despreparada. Lutei e me humilhei para que o direito do meu filho fosse garantido. E essa luta valeu a pena não só por ele, mas por outros autistas, e por essa luta, me orgulho, mesmo tenho saído dela com cicatrizes dolorosas.

Encontrei anjos de carne e osso nessa jornada com toda a certeza.

Junto com o Capis, compramos um fusca, fundimos o motor do fusca, emprestamos dinheiro pra concertar o fusca, pagamos o empréstimo um ano depois. A vista.

Compramos um corsinha. Vendemos o corsinha. E compramos uma van, outra van e um Volvo. RYCOS.

Moramos numa kitnete, moramos com meus pais, moramos numa casa de dois quartos.

Moramos em Irati, brevemente em Curitiba e agora nos EUA. E os EUA nunca foi nosso plano antes. E essa vida está trazendo bençãos antes não imaginadas para o desenvolvimentos de nossos filhos autistas. Estamos aprendendo e nos desenvolvendo em um outro idioma, uma outra cultura. Crescendo profissionalmente. Capis fazendo faculdade de TI e eu pós de tecnologia aplicada a educação.

Estamos felizes, estamos melhores, estamos prontos para os próximos 10 anos, firmes na fé, sabendo que teremos sempre a compania do Espírito Santo, as revelaçãoes dos céus e o amor de nosso Salvador.

E vamo em frente!







quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Memórias: Halloween 2017

Sem dúvida Halloween nos EUA é algo dos sonhos, ou "de filme" como eu sempre falo. Começa porque o outono por si só já é uma coisa mágica com as folhas vermelhas, laranjas. O sol lindo com um pouco de frio. Parece o inverno Curitibano.

Ao contrário do que se pensa, o Halloween não é um feriado. É um dia de trabalho normal, mas o legal é que todo mundo vai fantasiado ao trabalho, das escolas ao consutórios.

Em 2017 o time de português decidiu vir de Turma do Sítio do Pica Pau Amarelo. Eu queria ser a Cuca. Tendo uma desculpa pra usar um vestido eu to dentro. mas eu tinha que fazer a fantasia do zero. 

Que eu fiz? Fui ao DI, uma loja de roupas usadas enorme. Fui a caça de um vestido verde e encontrei. Que achado. U$ 4 dola'res. Achei uma chapéu de EVA de dinossauro por 50 centavos e um retalho de tecido amarelo por 50 centavos. YAY. Fantasia providenciada.


 Aí foi só colocar a cola quente pra funcionar. kkkk. 


 A noite é o Treat or Trick. Nós sempre vamos em um condomínio fechado maravilhoso em Provo onde o pessoal capricha de verdade na decoração. Quando eu colocar as memórias de 2018 (e 2015, e 2016), vocês vão ver que é no mesmo lugar.

Como o Eric estava numa fase muito Mario (a festa de 8 anos dele foi do Mario) tive que botar a mão no bolso e comprar essa fantasia pra ele. A bibi estava numa fase Unicórnio, tão fofa. A noite eu transformei minha fantasia de Cuca em Iogi (sei lá o nome daquele dinossauro do Mario) com esse chapéu também do DI que eu comprei por 1.50.



Treat or Trick com a família da Guigui e mais alguns amigos queridos. 2017 foi bom porque estava um frio suportável e um solzinho gostoso, mas geralmente estamos de fantasia e casaco. haha






Obs: Halloween de 2016 aqui





quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

E o tempo passou...

E eu não resgistrei trocentas coisas incríveis e desafiadoras que aconteceram na minha vida.
E minha resolução de ano novo é voltar a blogar e registrar minha vida.

O que me dá preguiça é não ter jeito bem rápido de passar fotos do celular pro blog. Já tentei um app sem sucesso. Chato!

Então além de posts atualizados sobre a minha vida eu vou também fazer post "Memórias" pra eu registrar coisas que aconteceram e eu tenho foto mas não tenho a história.

Eu tenho problemas sérios de memória. Eu esqueço facilmente de fatos, pessoas e histórias. Pra você ter uma ideia tem coisas do meu diário da missão que EU QUE ESCREVI e eu não lembro. Não lembro de ter passado por aquilo, não lembro das pessoas... simplesmente não lembro. Triste!

Mas sigamos em frente.

Vou escrever hoje sobre meu corte de cabelo super curto.






Não achei nos meus registros (aka facebook) foto de quando cortei curto a primeira vez. Foi em 2015. Vendi por 500 reais. Só achei essa de 3 meses depois.

A imagem pode conter: Capis Prestes e Priscila Rebicki Prestes, pessoas sorrindo

Eu sempre quis cabelo curto. Minha meta é igual da Branca de Neve do seriado Once Upon a Time.

Com a cirurgia meu cabelo caiu muito, quebrou muito e agora esta cheio de cabelinho novo. Eu cheguei a cortar mais curto pós-cirurgia. Fiquei com uns fiapos de cabelo parecendo a Magali.
Aí decidir cortar curto de vez.

A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Priscila Rebicki Prestes, pessoas sorrindo, selfie e close-up

Nem sei descrever a sensação. A sensação é de que eu me encontrei comigo mesma. Essa sou eu, a verdadeira eu. Esse é o cabelo que combina com minha personalidade. Que me define.

Mas o cabelo sempre foi um escudo pra mim. Vivi a adolescencia inteira usando um cabelão enorme e compridão. Tudo porque eu não queria "mostrar minhas costas". No verão o máximo aceitável era um rabo de cavalo bem baixo, mas ainda escondendo as costas.

Lembro que aos 18 anos, vivi um momento de libertação e aceitação a aí cortei uns 10 dedos abaixo do  ombro. E a partir desse momento eu não consegui mais usar meu cabelo solto. Era só rabo de cavalo o tempo todo e sempre.

Antes da missão foi meu primeiro corte super curto, "no ombro". Foi ótimo, super prático.

E agora to aqui, levando susto cada vez que me olho no espelho, mas me amando muito, me encontrando completamente.

Short hair don't care!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

4 meses de bariatrica

No dia 18 de junho fui ao Brasil para realizar cirurgia bariátrica. No mesmo dia que eu operei fiz amizado com a Silvia e Marciele que operaram no mesmo dia. Foi ótimo ter elas como companhia nas fisioterapias e caminhadas para aliviar a ansiedade durante a madrugada. Até hoje mantemos contado por messenger e trocamos figurinhas. E sim, elas estão bem menores que nessa foto.

Super fashion com nossos pijamas e meias de compreensão


A cirurgia foi tudo bem. Não tive nenhum tipo de contratempo, nenhuma interferência, fui extremamente abençoada.
A recuperação é muito muito muito ruim. No hospital a ansiedade e o medo eram grandes. Tive dificuldade enorme de dormir, tinha dificuldade de relaxar. Sentia muita dor, mas dor normal. Em casa, pelos primeiros dias eu só consia dormir sentada.
E tudo bem, faz parte. Mas isso me arrasou emocionalmente. Minha depressão e pânico voltaram. A enfermeira me explicou que é normal isso acontecer porque nosso corpo passa por um trauma muito a química desiquilibra toda. Felizmente eu tive pessoas incríveis ao meu lado e logo estava medicada, indo a terapia e a coisa se equilibrou novamente. UFA!

Quando eu conseguir eu vou falar um pouco sobre a viagem ao Brasil que foi incrível.

4 MESES DEPOIS

Bom. 4 meses depois cá estou eu, recuperada fisicamente. Voltei ao trabalho com 45 dias de cirurgia, porque aqui nos EUA não tem esse negócio de atestado. Mas tirando uma colica aqui e alí no começo, hoje eu não tenho nenhum problema. Eu posso comer de tudo. Doce me faz mal no geral, mas eu não sinto falta. Não como frituras, mas as vezes que eu tentei caiu como uma bomba.

No meu dia a dia, na minha marmita do trabalho eu como legumes e quinoa com uma proteína. Eu amo. Se eu como macarrao ou arroz, pesa muito. Não sinto muita falta também.

Eu perdi 44 quilos até agora. Estou super cheia de pelancas, mas elas nao me incomodam muito por enquanto pelo menos. 

No geral está tudo bem. Eu estou livre da diabetes e esse era o meu maior problema. Eu passava mal e ficava bem doente constantemente. Junto a diabetes eu sofria de pressão alta e apnéia. Cheguei a fazer aquele teste de dormir com eletrodos na cabeça para constatar meu triste sono. Qualidade de vida péssima claro. 

Eu considero a cirurgia um milagre. Eu não vejo esse emagrecimento, a não ser pelas roupas e fotos claro. 

Minha relação com a comida é outra. Eu acho uma benção que qquer pedacinho de comida me satisfaz, nao sinto uma fome enorme e as coisas gordurosas, fritas, doces não me apetecem. 

Tem sido um grande aprendizado. Estou em paz com minhas escolhas. Nunca tive o sonho de ser magra, isso não foi a causa principal, mas me sinto mil vezes mais confortável com essa perda de peso.

Meu sonho sempre foi encontrar o equilibrio. Fazer boas escolhas e controlar, mesmo, a minha alimentação. Isto está acontecendo. Sei que o bom efeito da cirurgia não dura pra sempre. Eu sei que depende muito, mas muito de mim. Mas não tenho medo. 

Só não me vejo magra. Sério mesmo. Não me vejo mas magra do que estou agora. Cheguei ao peso que tinha antes de engravidar da Bianca. É engraçado.

Vou falando disso com o tempo. Beijos.

Fada do dente Fail







Eu vi esse post salvo nos meus rascunhos aqui no blogger e eu nem lembro como foi a história direito.

O que me deixou preocupada

O que me fez perceber que deixei de contar 3 anos da nossa história aqui nos EUA.

O que me fez decidir ser melhor nisso.

O blog é uma parte importante da minha história e eu tenho que continuar.

Bom. O que eu lembro é que o Eric ano passado teve seu primeiro dente caído.

E ELE FICOU A-R-R-A-S-A-D-O

Eu quando percebi que ele tinha um dente mole eu tentei jogar a história da Fada, pedi pra ele escrever uma carta. Ele escreveu meio forçado e não gostou muito. No outro dia tinha dinheiro embaixo do travesseiro. Ele não deu a menos bola.

E pronto! No big deal! Ele nem ligou. O segundo dente dele que caiu foi o papai que tirou amarrando com fio dental e chantageando o Eric, trocando tirar o dente por jogar videogame. Ele deixou. Achei ele corajoso.

Agora vem a pior parte: BIANCA.

Bom, como eu sabia que o dente do Eric ia logo amolescer eu como uma boa mãe de autista, preparei muito ele.

Pois bem. Uma semana depois do Eric (que é dois anos mais velho que a Bianca) perdeu um dente, eis que a Bianca chega no meu quarto apavorada, chorando muito, desesperada e eu noto um pouco de sangue e quando vou ver..não é que o dente dela caiu? Nossa, me senti retardada. Como que eu preparei o Eric tão bem e esqueci da Bianca? Poxa, ela é 2 anos mais nova, eu não achei que seria tão cedo. Pensa numa menina que chorou e chorou e chorou por 2 horas seguidas. Fiquei com o coração partido. Mas se o Eric não comprou a história do dente, a Bianca comprou menos ainda.

Até o momento (um ano depois) a Bianca já perdeu 4 dentes e o Eric apenas 2. Vai entender.

domingo, 4 de março de 2018

Bianca no Story Telling Festival

Aqui nas escolas do Distrito é comum ter uma Competição de Contação de Histórias nas escolas.

A professora da Bianca preparou ela e ela ganhou entre os Kindergardens e representou no festival da escola. Nós decidimos, junto com a professora,  não ir assistir porque isso podia ter afetado a apresentação, mas ficou combinado que ela ia gravar para nós. Tão fofa! Fiquei muito orgulhosa!

Esse é o poema:

My Crayons Talk  
by Patricia Hubbard

Talk. Talk.
My crayons talk.
Yackity. Clackity.
Talk. Talk. Talk.

Purple shouts, “Yum!
Bubble gum.”

Blue calls, “Sky,
Swing so high.”

Talk. Talk.
My crayons talk.
Yackity. Clackity.
Talk. Talk. Talk.

Red roars, “No,
Do not go!”

Green yells,
“Fun!
Watch me run.”

Talk. Talk.
My crayons talk.
Yackity. Clackity.
Talk. Talk. Talk.

White screams,
“Most
Scary ghost.”

Pink laughs,
“Clown,
Pants fall down!”

Talk. Talk.
My crayons talk.
Yackity. Clackity.
Talk. Talk. Talk.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Autismo na Bianca


Ontem recebemos na psicóloga a confirmação de que a Bianca está no Espectro Autista.

Não que seja uma supresa. Mas dá uma dorzinha.  Dura uns 5 minutos, mas dá.

O Eric recebeu o diagnóstico com 2 anos e meio. Na ocasião a Bibi tinha 3 meses.

Nós sempre acompanhamos a baixinha de perto e ela sempre apareceu atrasada, mas não se encaixava no espectro. Meninas geralmente tem diagnóstico tardio porque são mais sociáveis e etc (não sou especialista, não vou me estender sobre o assunto, o google pode te ajudar se quiser mais informações).

A Bianca é dócil, é muito inteligente, aprendeu a ler sozinha e lê com fluência de primeira série (segundo ano no Brasil). Ela é ótima em matemática. Fala as duas línguas mas, apesar de gostar de pessoas (o Eric não gostava) ela não sabe o que fazer perto delas. A comunicação também fica muito pra trás. Ela tem melhorado a cada dia e vai melhorar ainda mais.

Eu sempre dizia que a Bianca fez bem pro Eric, mas que o Eric não fez bem para a Bibi pq ela o imitava. Agora que o Eric está bem e se desenvolvendo eu posso dizer que o Eric é a MELHOR coisa na vida da Bibi. Ele é o único e melhor amigo dela. Ele é a única criança com quem a Bianca fala, brinca ou conversa (por horas, sobre Nintendo e Mario Bross).

Mas  com a experiência que temos com o Eric, não estamos preocupados. O diagnóstico só me economiza explicações sobre o comportamento da Bibi e vai me deixar furar todas as filas da Disney quando eu for pra lá.

E me faz querer cuidar mais de mim, como eu não terei filhos normais, tenho que viver o máximo que puder para ficar com eles o máximo que puder.

Beijos.


sábado, 27 de janeiro de 2018

Crochetando finalmente.

Escrevendo do computador completamente sem acentuacao do Capis.

OLHA EUUUUUUUU

Gente. Ta acontecendo. Estou crochetanto.


Eu estava pensando no que eu colocaria de meta em 2018 e ponderei e pensei em 3 metas somente que seriam atingíveis com um pouco de esforço.
Então as 3 metas são

1- comer saladas todos os dias.

Eu obviamente não sou uma pessoa saudável (dah), mas também não sou a doida da fritura e chocolate.. Eu não vou conseguir perder os 70 kilos que preciso com dieta, não vou, mas eu posso colocar esse habito, esse unico e bom habito com um pouco de esforço. Eu tenho falhado muito raramente.
Depois que comecei com a salada todos os dias eu senti o desejo de voltar a fazer suco verde todos os dias pela manha. Esse eh um habito que quero perseguir pq me deixa bem feliz. Quando eu estou tomando o suco eu sinto como se tivesse tomando um pote de vitaminas. Eu não emagreci nada esse ano, mas já me sinto um pouco menos inchada e mais disposta apenas mudando essas duas coisas.

2- Manter o quarto das crianças arrumado com a ajuda deles

Eu não tenho o zelo e a organizacao como marca.   Não eh natural pra mim.
Agora trabalhando o dia todo então, se não dividisse as tarefas com o Capis essa casa seria um ^ninho de rato^  como meu pai costumava dizer. Não me entenda mal, eu amo uma casa arrumada, só que pra mim eh um sacrifício, para outros já chega a ser prazer.
Sento assim, eu decidi que eu ia focar no quarto das crianças para ajuda-los a tomar gosto pelo zelo. Então eu chego do trabalho, e quando eu estou bem, eu levo eles pro quarto e faco eles arrumarem comigo e sim EH UM SACO. Eh chato, eh tao mais fácil ir la e fazer eu mesma, mas essa eh a minha meta do ano, e tenho conseguido, mas ainda com muitas falhas, tem dias que eu coloco eles na cama e junto eu mesma o que ta por la, ou só finjo que não vejo e fecho a porta.

3- Aprender a fazer croché.

Eu não tenho tempo livre. Eu não sei gente. Eu sempre trabalhei meio período, sempre tive tempo de ter a casa limpa antes das 3pm e então ia fazer minhas costuras, assistir meus seriados, fazer compras com calma.

Aqui eu to sempre exausta, eu perco muito tempo no celular pq não consigo tirar a bunda do sofá. Mas eu sinto falta de fazer arte eh o croché eh uma arte que me atrai a muito tempo, que eu nunca consegui aprender e eu achava impossível. Eu comecei essa semana e, com uma agulha mais grossa (3,5mm) e tutorias do youtube eu finalmente to entendendo a matemática da coisa e estou SUPER realizada em estar conseguindo. Ainda não terminei uma peca completamente, mas só de estar fazendo e tentando eu estou me achando o máximo.

Alem dessas metas eu e o Capis estamos tentando ler o livro de Mórmon 2x esse ano. Vale ler ou ouvir e eh muitosssss versículos por dia, mas estou amando, mesmo que em ritmo acelerado e isso enche meu coracao e me trás mais paz aos meus dias.

E vamo que vamo.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Vontade enorme de voltar

Eu ando com uma vontade louca de voltar a postar. Esse, querendo ou não, é o meu diário, é onde estão memórias preciosas pra mim.

Sempre vi com uma terapia também, onde eu podia desabafar e ganhar forças.

Mas eu já não tenho mais aquele ânimo. Porque eu ando muito ocupada. Porque o trabalho me consome. Porque uso outras mídias. Porque já não quero me expor tanto. Porque isso e aquilo e lá se vai um ano da minha vida que eu não registrei.

Quero tentar de novo. Vamos ver se me animo! Tanto o que contar.

Bjinhos